🤝 Quando quem faz a IA vira consultoria

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Eric Grassi
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Tem uma notícia dessas semanas que passou meio batida no meio do barulho de lançamento, mas que diz mais sobre o momento da IA do que qualquer benchmark novo.

A Anthropic, a empresa do Claude, anunciou que vai montar um braço de serviços. Com Blackstone, Goldman Sachs e Hellman & Friedman por trás, pra ajudar empresas médias a colocar o Claude dentro da operação de verdade. No mesmo movimento, a OpenAI lançou seis plugins de negócio pro Codex: vendas, dados, design, finanças, banca de investimento.

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Repara no que está acontecendo. As duas empresas que fazem os modelos mais avançados do mundo chegaram à mesma conclusão: dar o modelo pro cliente não basta. Alguém precisa sentar do lado e mostrar como aplicar.

O CIO resumiu numa frase: nova fase da corrida, agora é serviço, não só modelo.


O que tem pra hoje

  • Por que OpenAI e Anthropic estão virando empresas de consultoria

  • O que isso significa pra quem ainda acha que IA é só escolher a ferramenta certa

  • Fleetwood Mac e uma música feita de pedaços que não combinavam

  • Geração de imagem dentro do ChatGPT, e por que ela ficou séria

  • Vídeo novo: Claude rodando dentro do Antigravity


🎵 Música da Semana

Fleetwood Mac - The Chain (1977)

Essa é a única música do Fleetwood Mac creditada aos cinco integrantes. E não é por acaso. Ela foi montada a partir de pedaços de outras músicas que tinham sido descartadas. Um trecho de baixo aqui, um refrão de lá, uma gravação que ninguém sabia onde encaixar.

O detalhe que me pega é o contexto. O Rumours foi gravado com a banda inteira se desfazendo. Casais se separando, gente brigando dentro do estúdio, e ainda assim saiu o disco mais importante deles. The Chain é isso virado música: caos organizado, partes soltas que viram algo maior quando alguém tem direção pra juntar.

Coloca pra tocar e presta atenção em como ela cresce.

🎧 Ouvir no YouTube


Até quem faz o modelo virou consultor

“Olha, mais um produto pra vender”. Não é isso.

O que aconteceu é mais profundo. A Anthropic foi avaliada em 965 bilhões de dólares, passou a OpenAI e já entrou com pedido de IPO. Não é empresa pequena procurando faturamento extra. É a empresa mais valiosa do setor olhando pra própria base de clientes e percebendo uma coisa incômoda: a maioria não está extraindo nem perto do valor que o modelo entrega.

E o motivo não é técnico. O modelo está pronto. O Claude, o GPT, o Gemini, todos fazem mais do que 95% das empresas precisam. O gargalo é outro. É saber onde aplicar, com que prioridade, integrado a qual processo, resolvendo qual problema real.

Foi exatamente isso que eu vi essa semana. Tive uma sequência de diagnósticos com empresários, kick-off, checkpoints com meus clientes. Em todos, sem exceção, a pessoa já tinha acesso à tecnologia. O que sempre falta é o direcionamento.

Tem empresário pagando assinatura de três modelos diferentes e usando os três pra resumir email. Tem equipe que comprou ferramenta de agente e não sabe qual processo aquilo deveria resolver. A tecnologia entrou. O método não.

Quando a OpenAI e a Anthropic montam braço de serviço, elas estão admitindo no balanço o que eu falo aqui e nos vídeos do canal: o valor não está no modelo, está na aplicação. O modelo virou commodity. Caro de fazer, mas commodity. O que é raro, e o que continua escasso, é alguém que olhe pro seu negócio e diga com clareza onde a IA encaixa e onde ela só vai ser perda de tempo.

Isso não é terceirizável pra um chatbot. É trabalho de gente que entende de negócio antes de entender de tecnologia. Tive até um caso do Claude dizendo para um cliente que minha abordagem era mais madura do que a que ele estava perseguindo com o cliente.

A próxima fase da IA na empresa não vai ser definida por quem tem o modelo melhor. Vai ser definida por quem tem o método pra aplicar o modelo que já está na mesa.

Referência:


🛠 Ferramenta da Semana: geração de imagem dentro do ChatGPT

Eu resisti a essa por um tempo. Geração de imagem por IA sempre teve aquele jeito genérico, plástico, fácil de reconhecer a um quilômetro. Mas os modelos de imagem da OpenAI, rodando dentro do próprio ChatGPT, mudaram o jogo nos últimos mesese estão superando o Nanobanana (tem gente que critica tanto a OpenAI que não vai reconhecer isso tão facilmente).

O que ficou bom de verdade é o controle. Você descreve em linguagem normal, ajusta no diálogo, pede pra mudar só um elemento, troca o texto dentro da imagem sem refazer tudo. Não é mais “gerei e torci pra dar certo”. É conversa até chegar no que você queria e o melhor é que a conversa costuma ser breve.

Pra quem cria material de negócio, isso resolve uma camada inteira. Imagem de conceito pra apresentação, mockup pra explicar uma ideia pro cliente, rascunho visual de campanha. Coisas que antes exigiam abrir uma ferramenta de design ou pedir pra alguém, agora saem no meio da conversa.

O ponto não é substituir designer. É que muita coisa que trava no dia a dia por falta de um visual rápido deixou de travar e, na pior das hipóteses, é só jogar no Canva e editar alguns pontos que fica pronto.

🔗 Testar no ChatGPT


🎬 Vídeo do Canal: Claude rodando dentro do Antigravity

Engraçado fechar a edição com isso, porque o Antigravity foi um dos lançamentos que a Google empurrou forte, inclusive com um novo Antigravity mais “light”. A ideia é um ambiente que orquestra vários agentes em paralelo, um codando, outro gerando material, todos trabalhando juntos.

Gravei um vídeo mostrando como eu coloco o Claude pra rodar dentro desse fluxo. A ideia foi mostrar na prática como ferramentas diferentes se complementam quando você tem clareza do que cada um deveria fazer.

Que é, no fundo, o mesmo tema da edição inteira. Ferramenta poderosa sem direção vira só uma brincadeira de quem vive o hype. Com direção, vira alavanca fundamental de qualquer negócio.

▶️ Assistir no YouTube


Clareza antes de ferramenta.

Se até a OpenAI e a Anthropic, com os melhores modelos do mundo na mão, concluíram que o cliente precisa de método pra extrair valor, talvez seja hora de parar de procurar a próxima ferramenta e começar a olhar pro que você já tem com mais critério.

É isso que eu faço com empresário que quer crescer com tecnologia sem terceirizar o pensamento estratégico. A gente olha pro seu contexto, identifica onde a IA e tecnologia gera valor real, e você sai com clareza do que priorizar.

O primeiro passo é uma conversa de 30 minutos, sem compromisso.

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Se essa edição fez sentido, encaminha pra alguém que está caçando ferramenta nova quando o que falta é método.

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