👋 Adeus Fable 5

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Eric Grassi
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Dia 9 de junho a Anthropic lançou o Fable 5 e o Mythos 5, os modelos mais poderosos que ela já tinha colocado no mundo. Três dias depois, dia 12, eles sumiram. Não foi bug, não foi instabilidade. Foi ordem do governo dos Estados Unidos.

O Departamento de Comércio americano mandou uma carta pro Dario Amodei, CEO da Anthropic, proibindo o acesso aos dois modelos por qualquer estrangeiro. Dentro ou fora dos EUA. Incluindo os próprios funcionários da Anthropic que não são cidadãos americanos.

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Diante de uma regra desse tamanho, a empresa fez a única coisa viável: desligou os modelos para todo mundo. O planeta inteiro.

O motivo oficial é meio nebuloso. Uma técnica de “jailbreak” em que você pede para o modelo ler um código e corrigir falhas de segurança, o que o governo enquadrou como capacidade de cibersegurança sujeita a controle de exportação. A Anthropic discorda. Mas discordar não religou nada.

Até hoje, 19 de junho, os modelos continuam fora do ar. E essa foi a primeira vez que o governo americano baniu, de forma retroativa, um modelo de IA que já estava na mão das pessoas.


O que tem pra hoje

  • Por que o governo americano desligou a IA mais avançada da Anthropic

  • O que isso ensina para quem confundiu ferramenta com estratégia

  • Prince, a Kiss e as manhãs com a minha filha

  • A ferramenta que eu mais uso para dar consistência aos agentes de IA

  • Vídeo novo: o que são as Skills do Claude Code, e como criar as suas


🎵 Música da Semana

Prince - Kiss (1986)

Essa entrou em casa por um caminho que eu não planejei. Tocou sem muito planejamento no carro e minha filha curtiu. Tentei de novo na hora do banho, ela riu e ficou toda animada. Virou trilha sonora aqui em casa.

Kiss é o Prince no estado mais puro. Quase nenhum instrumento, um falsete que não deveria funcionar e funciona, e um groove que prende no primeiro segundo. Tem menos coisa do que qualquer hit da época e ainda assim sobra atitude.

Engraçado como uma música de quase 40 anos atrás encontra uma criança hoje e faz sentido na hora. No final das contas eu acho bem melhor do que Galinha Pintadinha.

🎧 Ouvir no YouTube


A ferramenta some. O método fica.

Volta no caso do Fable 5 e pensa numa empresa real.

Uma empresa que montou o atendimento, parte da operação e um pedaço do produto em cima de um modelo específico. Ela acordou no dia 12 de junho e o modelo não existia mais. Não foi falha de pagamento, não foi escolha dela. Uma decisão de governo, num país que não é o dela, desligou uma peça central do negócio.

Esse episódio diz duas coisas ao mesmo tempo.

A primeira é grande. A IA virou assunto de Estado. Quando um governo usa controle de exportação para tirar um modelo do ar, ele está admitindo que isso mexe com mercado, economia e segurança nacional (mesmo que não concordemos). A gente entrou na fase em que IA é geopolítica, e começa a aparecer a discussão de soberania: cada país querendo controlar a tecnologia que move a própria economia.

A segunda é mais prática, e mais urgente para quem toca um negócio. Quem se apoia 100% numa única ferramenta está numa posição frágil. O modelo pode ser retirado da sua mão por motivos que não têm nada a ver com você.

E aqui está o ponto que eu venho batendo. O que protege uma empresa não é a ferramenta. É a estratégia por trás dela. É ter clareza do que você está resolvendo, com qual prioridade, integrado a qual processo, e o que acontece se a peça da vez sair de cena amanhã.

Tenho conversado muito com empresários e líderes nas últimas semanas, e vejo um padrão se repetir. A IA popularizou, todo mundo tem acesso, mas pouca gente conseguiu transformar visão estratégica em execução que dá resultado. Trava no meio do caminho. Adota a ferramenta da moda, anuncia internamente, e seis meses depois ninguém sabe dizer o que de fato mudou no resultado.

Reinventar a empresa para usar IA não é assinar mais uma ferramenta. É engajar o time, redesenhar processo, decidir com critério onde a tecnologia entra e onde ela só adiciona risco. Isso é gestão de inovação de verdade, com método, com visão crítica sobre o que deve ser feito e sobre o que pode dar errado.

O Fable 5 sair do ar é um lembrete caro. Ferramenta é meio, não é estratégia. Quem trata IA como estratégia sobrevive a um modelo desaparecer numa sexta-feira. Quem tratou como muleta, fica refém.

Referências:


🛠 Ferramenta da Semana: Make

Já que o assunto é não depender de uma peça só, a ferramenta da semana é justamente a que me ajuda a costurar as peças. O Make.

Eu uso o Make praticamente todo dia, e ele faz duas coisas muito bem.

A primeira é me ajudar a construir agentes de IA que cuidam de atendimento, triagem, follow-up, esse tipo de operação que consome o tempo do time sem precisar disso.

A segunda, e talvez mais importante, é que ele conversa muito bem com ferramentas como o Claude. Tem ação que o Claude faz sozinho, mas sem garantir a mesma consistência quando você precisa repetir aquilo dezenas de vezes, encadeado com outros sistemas. O Make entra exatamente aí. Ele dá previsibilidade e consistência onde a IA sozinha varia.

E o melhor é o resultado imediato. Você monta um fluxo e ele já roda. Não é projeto de três meses, é montar, testar e ver funcionando no mesmo dia.

Se quiser conhecer, dá para começar de graça:

🔗 Criar conta no Make


📘 Só para quem lê esta newsletter: O Método da Inovação

Toda a ideia que eu trato aqui, de que o que separa quem extrai valor da IA não é a ferramenta e sim o método, está organizada num e-book que a gente preparou: O Método da Inovação.

É um material direto, para dono de empresa e líder que quer parar de adotar tecnologia no improviso e passar a tomar essas decisões com clareza e critério. Sem hype, com um caminho prático para enxergar onde a inovação gera resultado de verdade no seu negócio.

Como você chegou até aqui pela newsletter, preparei um desconto exclusivo: 30% com o cupom NEWSLETTER.

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🎬 Vídeo do Canal: Skills do Claude Code

Acabei de subir um vídeo que fecha bem com o tema de hoje. Eu mostro o que são as Skills do Claude Code e como você cria as suas.

Skill, na prática, é você ensinar a IA a executar uma tarefa do seu jeito, sempre da mesma forma. Em vez de explicar tudo de novo a cada vez, você encapsula o método uma vez e a IA repete com consistência. É o oposto de depender da sorte do prompt.

Que é, no fundo, o mesmo assunto da edição inteira. O que dá resultado não é a ferramenta crua, é o método que você coloca em volta dela.

▶️ Assistir no YouTube


Estratégia antes de ferramenta.

Se um modelo pode sumir em três dias por uma canetada de governo, fica claro que a vantagem real nunca esteve na ferramenta. Está em saber o que você quer resolver, por quê, e como conduzir isso com método, independente de qual tecnologia está na mesa hoje.

É isso que eu faço com empresário que quer crescer com tecnologia sem terceirizar o pensamento estratégico. A gente olha para o seu contexto, identifica onde a tecnologia gera valor real, e você sai com clareza do que priorizar e de como executar.

O primeiro passo é uma conversa de 30 minutos, sem compromisso.

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Se essa edição fez sentido, encaminha para alguém que está montando o negócio inteiro em cima de uma ferramenta que não controla ou para o pessoal que virou testemunha de Claude Code.

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