Você deve estar escolhendo a IA errada

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Eric Grassi
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Quarta-feira, dia 9 de julho, a OpenAI fez um movimento que passou meio batido fora do mundo tech, mas diz muita coisa. Ela juntou o Codex, a ferramenta de programação dela, dentro do próprio ChatGPT, num aplicativo só, rodando o GPT-5.6. O que era um produto separado virou uma aba dentro do lugar onde todo mundo já estava.

Na mesma janela de dias, saiu outro dado. A Anthropic, dona do Claude, passou a OpenAI em receita. Corre para um patamar perto de 47 bilhões de dólares por ano, e o motor disso é justamente o Claude Code, a ferramenta que virou queridinha de quem programa.

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E teve um terceiro movimento, o mais silencioso e talvez o mais importante. Modelos abertos chineses, como o GLM, chegaram a ficar a um ponto percentual dos modelos mais avançados da Anthropic em um teste de programação. Custando cerca de um quinto do preço.


O que tem pra hoje

  • Por que a fusão do Codex com o ChatGPT é um recado para quem apostou tudo numa ferramenta

  • O modelo mais caro raramente é o mais certo, e o que isso muda na sua conta

  • Um livro que explica por que produto bom não é produto cheio de recurso

  • Vídeo novo: como uso um agente de IA pra qualificar lead e vender mais


📖 Livro da Semana

O Design do Dia a Dia — Don Norman

Essa semana eu quero trocar a música por um livro, porque ele diz sozinho quase tudo que eu ia escrever no resto da edição.

O Don Norman é a pessoa que popularizou a ideia de que a culpa quase nunca é do usuário. Se você empurra uma porta que era pra puxar, o problema não é você, é a porta mal desenhada. E uma vez que você aprende a enxergar, passa a ver design ruim em todo lugar.

O ponto do livro é simples e incômodo. Produto bom não é o que tem mais função. É o que some na mão de quem usa, que faz a pessoa chegar onde queria sem pensar na ferramenta. Recurso demais, sem clareza de uso, não é sofisticação. É confusão na cabeça do usuário.

A gente vive uma corrida por quem tem o modelo mais poderoso, a ferramenta mais completa, a lista de recursos mais longa. O Norman lembra que nada disso é valor por si só. Valor é adequação. É a coisa certa servindo bem ao problema certo da forma certa.

Se você desenvolve produto, sistema, processo ou serviço, esse livro muda a pergunta que você faz. De “quantos recursos eu coloco” para “o que a pessoa precisa resolver, e como faço isso ser simples e intuitivo”.

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O modelo mais caro raramente é o mais certo

A OpenAI juntou o Codex ao ChatGPT porque percebeu que ferramenta isolada, por melhor que seja, perde para ferramenta que já está no fluxo da pessoa. A Anthropic disparou em receita porque o Claude Code caiu no gosto de quem programa. E um modelo chinês que quase ninguém no Brasil abriu chegou perto do topo por um quinto do custo.

Junta os três e aparece uma verdade desconfortável para quem gosta de cravar a resposta. Não existe o melhor modelo. Existe o mais adequado para cada tarefa, num certo momento, a um certo custo. E esse trio muda o tempo todo.

Passei os últimos dois anos vendo empresa raciocinar ao contrário. A pergunta era sempre qual é a ferramenta mais avançada, a mais poderosa, a que todo mundo está comentando. Aí adotava, amarrava um pedaço da operação em cima dela, e tratava aquilo como decisão definitiva.

O problema é que a fronteira anda. O que era o melhor em janeiro é alcançado por um concorrente cinco vezes mais barato em julho. A OpenAI dobra a aposta e integra tudo. A Anthropic lidera com o Claude Code hoje, mas quem garante daqui a seis meses. Quem casou com uma peça só sente cada um desses movimentos no corpo.

Eu vi uma versão disso a semana inteira. Foi uma sequência de diagnósticos com empresários de áreas bem diferentes, e em quase todos aparecia o mesmo raciocínio. A pessoa perguntava qual ferramenta usar, qual modelo é o melhor, qual app baixar. Quase ninguém perguntava primeiro qual problema estava tentando resolver, e o que de fato precisava daquilo.

E é aí que mora o custo escondido. Pagar pelo modelo mais caro para uma tarefa que um modelo simples resolveria é desperdício. Amarrar o negócio numa única ferramenta é risco. Escolher pela moda, e não pelo problema, é decisão simples mas que pode custar caro.

O caminho não é achar a ferramenta perfeita e casar com ela. É manter clareza do problema, e liberdade para trocar a peça quando aparecer uma que serve melhor ou custa menos. Isso não é indecisão. É gestão de risco e de custo, que é o que separa quem usa tecnologia com método de quem só corre atrás do lançamento da vez.

Referências:


🎬 Vídeo do Canal: um agente de IA pra qualificar leads

Subiu um vídeo novo no canal onde eu mostro, na prática, como uso um agente de IA para qualificar leads e sair com mais resultado no fim.

A graça é que não é o modelo mais caro nem a ferramenta mais complexa. É a peça certa, encaixada num processo que fazia sentido antes da IA entrar. O agente não substitui a estratégia de vendas. Ele tira do meu caminho a parte repetitiva e me deixa chegar na conversa que importa já sabendo com quem estou falando.

É a mesma lição da edição, aplicada no meu próprio negócio. Ferramenta certa, no lugar certo, resolvendo um problema real.

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📘 O Método da Inovação

Toda essa forma de decidir, olhar primeiro o problema e só depois a ferramenta, escolher pelo encaixe e não pela moda, manter liberdade para trocar a peça, está organizada num e-book que a gente preparou: O Método da Inovação.

É um material direto, para dono de empresa e líder que quer parar de decidir tecnologia no improviso e passar a enxergar com critério onde a inovação gera resultado de verdade no negócio. Sem hype, com um caminho prático.

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Adequação vale mais que potência.

Se em uma única semana a ferramenta mais avançada muda de dono, um app engole o outro e um modelo barato chega perto do topo, fica claro que a vantagem nunca esteve em ter o modelo mais poderoso. Está em saber qual problema você resolve, e escolher a peça certa para ele, com liberdade de trocar quando o jogo virar.

É isso que eu faço com empresário que quer crescer com tecnologia sem terceirizar o pensamento estratégico. A gente olha para o seu contexto, identifica onde a IA gera valor real, e você sai com clareza do que priorizar.

O primeiro passo é uma conversa de 30 minutos, sem compromisso.

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Se essa edição fez sentido, encaminha para alguém que está escolhendo ferramenta pela moda, e não pelo problema que precisa resolver.

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