🍎 A Apple abriu a caixa. E agora?

Semana passada a Apple fez algo que ninguém esperava: anunciou que no iOS 27 você vai poder escolher qual modelo de IA roda dentro do Apple Intelligence. Google, Anthropic, quem quiser. A pl…

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Eric Grassi
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🍎 A Apple abriu a caixa. E agora?

Semana passada a Apple fez algo que ninguém esperava: anunciou que no iOS 27 você vai poder escolher qual modelo de IA roda dentro do Apple Intelligence. Google, Anthropic, quem quiser. A plataforma mais fechada do mundo abriu a porta.

Parece uma notícia técnica. Não é.

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Lembra quando a Apple fechou a parceria com a OpenAI pra integrar o ChatGPT na Siri? O resultado foi decepcionante. Poucos usuários usaram de verdade. A adoção ficou abaixo das projeções. E a OpenAI, que apostou pesado na exposição de marca, percebeu que ter distribuição não significa ter relevância.

Agora a Apple faz o contrário: em vez de apostar num único modelo, transforma a IA em camada escolhível. Como você escolhe o navegador padrão. A mensagem é clara: a corrida não é mais por ter o melhor modelo. É por ser útil o suficiente pra ser escolhido.


O que tem pra hoje

  • Por que a Apple abrir a escolha de IA muda o jogo pra todo mundo

  • Google I/O 2026: o agente que faz por você

  • Por que seu negócio ainda extrai menos de 10% do que a IA atual pode fazer

  • Jorge Ben Jor e a arte de ouvir um álbum inteiro

  • ElevenLabs como estúdio de áudio pra quem cria conteúdo

  • Vídeo novo sobre o workflow completo que eu uso pra rodar tudo com IA


🎵 Música da Semana

Jorge Ben Jor - Tábua de Esmeralda (1974)

Quando alguém me pergunta qual álbum eu mais gosto, a resposta nunca é uma música. É esse disco inteiro.

A maioria das pessoas conhece o Jorge Ben por músicas soltas. “Taj Mahal”, “País Tropical”, uma ou outra que toca no churrasco ou alguma festa mais animada. Justo. Mas Tábua de Esmeralda é outra coisa. É um álbum onde as músicas se conectam, onde uma faixa prepara a próxima, onde o conjunto é maior que a soma das partes.

Tem “Brother”, tem “O Homem da Gravata Florida”, tem “Errare Humanum Est”. Cada uma funciona sozinha. Mas juntas, viram uma experiência. E num mundo onde a gente consome música por fragmento, em playlists de 30 segundos ou em cortes rápidos pelo instagram, ouvir um álbum inteiro, do começo ao fim, é quase um ato de resistência para quem curte música de verdade.

🎧 Ouvir no YouTube


A IA já é boa o suficiente. Você está usando direito?

No Google I/O 2026 a Google apresentou o Gemini Spark: um agente pessoal que manda email, monta documentos, monitora inbox e compra coisas por você.

É impressionante do ponto de vista técnico. Mas me fez pensar numa coisa que tenho observado nas conversas com empresários essa semana.

Tive dois diagnósticos, um kick-off de mentoria e um treinamento corporativo nos últimos sete dias. Em todos, sem exceção, o padrão se repetiu: o problema não é falta de modelo, falta de ferramenta ou falta de funcionalidade. O problema é falta de clareza sobre como usar o que já existe.

Tem empresa usando ChatGPT e até o hypado Claude pra resumir email e achando que “já implementou IA”. Tem empresário que instalou cinco ferramentas e não automatizou nenhum processo de verdade. Tem equipe que gasta horas criando prompts elaborados pra tarefas que um fluxo simples no Make ou n8n resolveria em minutos.

Os modelos evoluem toda semana. GPT-5.5 com 1M de contexto. Gemini 3.5 Flash. Claude Opus rodando agentes autônomos. A Apple abrindo a escolha de qual IA roda no celular.

Mas enquanto isso, a distância entre o que a tecnologia pode fazer e o que os negócios estão extraindo continua enorme.

Na mentoria, eu tenho feito um exercício simples que costuma abrir os olhos: pegar um processo que roda toda semana no negócio e perguntar “o que aconteceria se eu aplicasse 30 minutos de reflexão estratégica sobre como IA pode melhorar isso?” Não mais ferramenta. Mais reflexão.

O resultado, quase sempre, é descobrir que com o que a pessoa já tem, ela resolve 80% do que precisa. Falta método, não modelo.

A Apple não abriu a escolha de IA por acaso. Ela entendeu que o valor não está em qual modelo roda. Está em como ele é aplicado no dia a dia de quem usa.


🛠 Ferramenta da Semana: ElevenLabs (agora como estúdio de áudio)

Eu já falei do ElevenLabs aqui, mas o uso mudou. Antes era sobre voice agents e clonagem de voz. Agora virou meu estúdio de áudio pra criação de conteúdo.

Trilhas sonoras, efeitos sonoros, tudo gerado por IA dentro de uma plataforma só. Nos últimos vídeos do canal, praticamente todo áudio complementar saiu de lá: trilha de fundo, transições, efeitos ambientes.

Pra quem produz conteúdo em vídeo e não tem orçamento de estúdio profissional, é provavelmente a ferramenta mais completa que existe hoje pra gerar áudio de qualidade sem depender de banco de royalty-free genérico.

O resultado soa melhor porque você controla o tom, a duração e o estilo de cada elemento sonoro. Não é mais “procurar uma música que encaixe”. É “criar o áudio que o conteúdo precisa”.

Conhecer o ElevenLabs


🎬 Vídeo do Canal: Como eu rodo tudo com Claude Code + Jira + Make + Airtable

Gravei um vídeo mostrando o workflow completo que uso pra manter governança sobre tudo que eu faço com IA. Claude Code como executor, Jira pra rastrear cada tarefa, Make pra orquestrar fluxos e Airtable como base de dados.

O ponto do vídeo não é “copie meu setup”. É mostrar que IA sem estrutura vira bagunça. E que com um mínimo de organização, você transforma agentes em aliados de verdade, com rastreabilidade, memória e controle.

Se voce está usando IA no dia a dia mas sente que falta visibilidade sobre o que está sendo feito, esse vídeo pode ajudar.

Assistir no YouTube


Clareza antes de ferramenta.

Essa semana deixou uma coisa muito clara pra mim: a maioria das oportunidades com IA não está na próxima feature, no próximo modelo ou no próximo lançamento. Está em olhar para o que já existe no seu negócio com um pouco mais de método.

Eu trabalho com empresários que querem usar tecnologia e IA de forma estratégica. Não pra “automatizar tudo”. Pra entender onde faz sentido, com que prioridade e com qual retorno esperado. Olhando para o negócio como um todo, bem além da IA.

O primeiro passo é uma conversa de 30 minutos. Sem compromisso. A gente olha pro seu contexto, identifica onde a Inovação pode gerar valor real, e você sai com uma visão clara do que priorizar.

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